terça-feira, 4 de dezembro de 2018



REVIRAVOLTA NA POLÍTICA PATOENSE:
LÍDER DA OPOSIÇÃO É A NOVA CHEFE DO LEGISLATIVO
Vereadora é eleita presidente da Câmara e, de quebra, desmonta grupo de Zé Mário 

A política é dinâmica. O que ontem foi salgado, hoje poderá ser doce. Em apenas dois anos passados entre 2016 e 2018, muita coisa aconteceu, e os ventos mudaram o rumo na política patoense.

Quem antes era minoria, agora passa a ser maioria. E ao menos na Casa Legislativa de Patos quem dará as cartas, desta vez, será a oposição.

O espaço não foi ganho à toa. São dois anos, ininterruptos, de bombardeios em cima da atual administração.

Dona de um discurso veemente e muitas vezes exagerado, a vereadora Thuany Costa conseguiu o que o próprio líder politico e ex-prefeito Zé Mário, subestimou: chamar para si a responsabilidade de tocar a carroça dos insatisfeitos.

Uma carroça que vai aos poucos virando uma Ferrari. Thuany não é aquela parlamentar que, digamos, vamos aplaudir de pé. Mas se esforça. No Direito, aprendeu na faculdade que quando não se ganha pelas provas, pode-se ganhar pela emoção. Daí saem seus discursos teatrais.

Na eleição de 2016 foi uma companheira do marido para todo o momento. E, ao lado de Alexandre soube administrar a derrota. Que não foi total porque ela foi eleita vereadora.

Sua colocação não foi lá essas coisas para quem tinha a pretensão de tornar-se primeira dama: foram 618 votos (4,08% dos votos válidos), ficando em oitavo lugar.

Porém, a oportunidade que o povo patoense deu à vereadora Thuany está sendo bem aproveitada naquilo que ela se propõe e julga ser o certo. E ela deita e rola na tribuna, como também nas entrevistas que concede aos seus aliados.

Já foi chamada de "covarde" no programa "A VERDADE" da Rádio Sertão FM pelo apresentador Chico Papagaio numa de suas revoltas mequetrefes que ele leva ao ar diariamente.

Há poucos dias, vazou um áudio da vereadora Rayanna Noleto, onde ela afirmava que a mulher de Alexandre não votaria no vereador Raimundo Filho. Fato negado pela parlamentar.

Era a senha que faltava. Ninguém que é candidato já tendo uma ideia fixa na cabeça e no coração, bastando somente a ação, iria aceitar dar votos para quem almejava o mesmo cargo.

Raimundo era carta fora do baralho. Como foi o vereador Geovany Beltrão, quando em 2016 era o candidato de uma candidatura suicida. Só quem acreditou nesta candidatura foi ele mesmo, talvez entre um gole e outro...

Recentemente, o jogo virou. Rayanna Noleto rompendo com a prefeitura, leia-se ZM e sua esposa prefeita Gilvana, era o que faltava para começar a virada da oposição.

Isso, sem falar que em pleno ano eleitoral estadual o vereador Márcio do Kizoeira resolveu voar sozinho. Há muito tempo Márcio já não era mais do grupo. Não me estranha a sua saída.

O que você acha quando um membro de um grupo político faz o que ele fez durante uma campanha eleitoral?

Eu escrevi sobre isso no meu blog. Falei do "fogo amigo" na campanha de seu candidato à deputado estadual.

Mas Kizoeira não está errado. Ele tem as suas pretensões. Devemos respeitá-las. O próprio Zé Mário já agiu assim quando quis sair do grupo Rocha Santos, e filiou-se ao antigo Partido Liberal (PL) para lançar uma candidatura pirão sem sal de Juvenal Leite (1992) à prefeito de São João dos Patos.

Se ele não tivesse dado esse passo importante em sua vida política não teria se tornado o CABEÇÃO ganhador de votos.

O problema é dizer e fazer isso no momento de soma e, não de divisão.

O rompimento era inevitável. ZM e Gilvana não engoliram a derrota nas urnas de Rogério Cafeteira para Dr. Yglésio. Bem debaixo de seus narizes.

E a resposta viria.

Márcio ser presidente da Câmara? Só em seus sonhos...

Da última vez que falei sobre a corrida para Câmara Municipal, o próprio ZM me ligou alterado, dizendo que eu tinha falado (escrito) demais, etc.

A matéria do blog é intitulada "VAZAMENTO DE ÁUDIO MOSTRA DISPUTA INTERNA".

Eu disse para ele: "Zé Mário, eu escrevo o que penso".

Depois, à noite, ele (ZM) mais calmo conversamos, e entendi o seu posicionamento e ele o meu. Fazia parte de sua estratégia, o silêncio.

Hoje, mais uma vez, escrevo o que penso. Não tem dinheiro que pague o meu pensar, deixo bem claro.

A derrota de seu candidato Carlos Alberto à presidência da Câmara não é a derrota de seu grupo de vereadores e muito menos da prefeita Gilvana Evangelista, é a derrota comum aos desgastes. Acendeu a luz vermelha.

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER!!!

E AGORA, JOSÉ?




QUEM É A NOVA PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL?


Thuany Costa de Sá Gomes, nasceu em 15 de fevereiro de 1991, advogada, casada desde novembro de 2009, com o médico ortopedista Alexandre Magno Gomes, que na última eleição municipal concorreu ao cargo de prefeito.


Natural de São João dos Patos-MA, a jovem política é filha de Américo Noleto de Sá e Osmalinda Costa de Sá, ambos lavradores, moradores do Povoado Várzea do Meio.

Thuany é primogênita de três irmãos, estudou até o ensino médio em escola pública, se destacando desde muito cedo nos eventos escolares em defesa da população.

Se formou aos 23 anos como Bacharel em Direito, sendo aprovada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Concorreu ao legislativo em 2016, assumindo em 1º de janeiro de 2017 a função de vereadora no município de São João dos Patos.

No último dia 3 de dezembro entrou na disputa do Legislativo, e foi eleita a nova presidente para o biênio 2019/2020.

Agora, temos algo a comemorar, o empoderamento da mulher patoense. Uma no cargo máximo do Executivo, a prefeita Gilvana, a outra no cargo máximo do Legislativo, a vereadora Thuany. 

Onde isso vai parar? 

Não sei. Mas estarei aqui para escrever os acontecimentos e suas repercussões, tenha certeza!




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