MORTE DE PATOENSE:
O PERIGO DE UMA DOR DE CABEÇA NÃO INVESTIGADA
O aneurisma quando não mata deixa sequelas para toda a vida
Tenho propriedade para falar do AVC - Acidente Vascular Cerebral - minha mãe morreu como Márcia Lima, ainda muito jovem. Na época dona Maria do Carmo tinha apenas 41 anos.
Fiquei órfão de mãe com meus outros 3 irmãos. O ano era 1989. Já naquele tempo e, com outros recursos bem arcaicos na medicina ouvi uma frase da equipe médica que a atendia e guardei para toda vida: "Se sua mãe fosse mais velha ela não teria morrido. Ela teria uma chance de sobreviver dentro das limitações que o AVC iria deixar".
Foi essa frase que ouvi no passado e, que me impediu de postar até o momento algo sobre o estado de saúde de Márcia desde o início. Me sentia "travado", preso, bloqueado pelas cicatrizes de perder uma mãe.
Antes da imprensa divulgar que tinha sido um AVC, uma pessoa ligada à família que acompanhava tudo, me passou esta informação, logo após um exame ter diagnosticado o AVC hemorrágico, o mais grave dos dois tipos. Tem também o AVC isquêmico.
Optei pelo silêncio. Não me sentia confortável em postar algo que ainda hoje tenho marcas em minha vida. Mesmo sabendo que era em uma outra família, porém, era o mesmo filme se repetia em minha mente.
Semana passada, ao reencontrar um grupo de patoenses em Fortaleza, perguntei sobre o estado de saúde de Márcia: soube que seus órgãos estavam morrendo. Inclusive, teria tido morte cerebral.
Falei para a pessoa que me dissertava a situação da paciente o que meu coração sentiu naquele momento: "É uma questão de dias. Ela vai morrer". E foi mesmo.
Márcia partiu. Ela não estava mais aqui há muitos dias, esse é um fato. O cérebro é a "máquina" central do corpo. Se ele morre, deixa de funcionar e de cumprir suas funções para outros órgãos vitais, portanto, a morte é iminente.
Vivi isso em minha família. Sei desta dor. Mas cada caso é um caso, cada um sente de uma maneira diferente o seu vazio.
E a gente acredita em milagres. Mas, saibam, ainda nova e, não morrer logo depois de um AVC hemorrágico foi um MILAGRE!
Márcia é agora uma estrela. Lutou até onde deu, foi uma guerreira como minha mãe. Mas entregou-se ao plano de Deus.
Creio, o que a prendeu aqui por todo esse tempo foi o amor, o cuidado, a preocupação pela filha...
Igualmente minha mãe, que deixou meu irmão caçula com 4 anos de vida.
Na luta entre a vida e a morte o jogar-se no colo do Salvador é a melhor forma de sair deste mundo.
A morte entrou para o mundo pelo pecado do homem. E Deus nos deu seu filho para pagar pelos nossos pecados.
Ninguém vai para o céu sem passar pela cruz.
Lamento. Lamento profundamente a morte prematura de Márcia. Mas é bom que se diga, o que ocorreu com a jovem Márcia pode acontecer com qualquer um de nós.
A dor de cabeça teimosa, insistente e localizada deve ser investigada. Não basta ir ao posto médico, UPA, clínica particular e, tomar paracetamol na veia com soro.
Isto só vai esconder o mais grave.
Não sei como aconteceu com ela. Sei que isso ocorre em todo canto do país, sem falar, em nossa automedicação. Está errado.
Faço aqui um alerta: dor, seja ela qual e onde for, tem que ser tratada e, descoberta suas causas. O corpo não é para doer. Quando dói é um AVISO.
Ignorar a pressão arterial alta é colocar a vida em risco.
Márcia passa a fazer parte de uma estatística assustadora. O número de pessoas que morrem prematuramente vítimas de AVC.
Outro número que preocupa são as vítimas de AVC que ficam com sequelas para toda a vida.
Meu sentimento é de que, finalmente, ela foi descansar. Sei da dor da perda, mas sei, principalmente, que nesta situação em que ela se encontrava (assim como minha mãe), a morte foi o verdadeiro troféu da luta pela vida.
Que a coroa da Ressurreição seja adornada em sua cabeça junto do Pai.
Aos familiares, o meu sincero pesar.
SAIBA TUDO SOBRE O AVC
https://www.pfizer.com.br/noticias/O-que-e-acidente-vascular-cerebral-AVC-tipos-prevencao-tratamento

Nenhum comentário:
Postar um comentário