quinta-feira, 13 de setembro de 2018


“TENTARAM ME COMPRAR, MAS NÃO ESTOU À VENDA”
Carlos Alberto faz denúncia grave e mostra ser bom caráter 
Tentativa de corrupção mostra que alguns ainda acham que dinheiro compra a honra de honestos




Aos 41 anos, o vereador Carlos Alberto Freitas Guimarães é natural de São João dos Patos, povoado Bom Jesus. Filho de um casal modesto, seu Gaspar e dona Irene, foi na roça que aprendeu a sobrevivência com dignidade. Tem raízes em povoado do outro lado do município. A região dos Noletos pode-se dizer que é o seu segundo lar.

Ainda com 14 anos de idade foi para sede de Patos em busca dos estudos. E assim seu destino no comércio teve sua primeira experiência profissional. Trabalhando com vendas especializou-se estando até hoje no ramo.

Carlos Alberto não gosta da nova nomenclatura que deram de representante comercial,  prefere e quer ser chamado mesmo de vendedor. 

O lado vendedor dele é um sucesso naquilo que faz por amor e vocação. Com sua experiência na área exerceu a função numa loja de magazine na sede de Patos. E tamanho foi o sucesso que em 1999 teve a missão de ir trabalhar em Floriano-PI para continuar sua trajetória comercial.

O que era somente para conquistar clientes e fazer boas vendas extrapolou o limite do mundo dos negócios.

Foi no calor de Floriano que o coração de Carlos acabou aquecido pela jovem Adriana. Enamorados, o casal constituiu família. E fruto deste amor nasceram João Victor e Ana Lívia. 

Mostrando paixão pela sua terra,  Carlos Alberto jura que mesmo morando fora nunca esteve um final de semana ou um feriado ausente do município de São João dos Patos.

O caminho para o mundo da política 


Como a grande maioria do povo gosta de “politicar”, Carlos Alberto não quis ser a exceção. E militou ajudando muitos a serem eleitos.

Foi o futebol que abriu o caminho para amizades e para o voto. Carlos tem um time de futebol amador. 

Como futebol é uma paixão nacional, e a política também, logo as duas iriam se entrelaçar.

Uniformes, chuteiras, bolas, redes... tudo do mundo futebolístico tinham a ajuda e o apoio de Carlos Alberto. Até outros times foram agraciados com a vontade de ajudar o esporte do amigo que todos conhecem não somente na diversão, mas em qualquer hora.

Chegava a eleição, sempre ele apresentava um candidato. Isso foi cansando o povo. Até que um dia, Alberto começou a ouvir dos amigos: “Por que você não  concorre?” e “Por que o candidato não é você?”

Era o ano de 2016. De tanto ouvir a vontade dos amigos de que representasse o povo, acabou amadurecendo a ideia e, aceitou o desafio. 

Em conversa com o líder político e ex-prefeito Zé Mário, assinou ficha de filiação no PDT. Nascia o político.

Concorreu pela primeira vez e foi eleito com 680 votos ficando em 7° lugar entre os vários candidatos à vereador no pleito que elegeu também a prefeita Gilvana Evangelista.


Depois de ajudar amigos chegou a vez de Carlos Alberto ser eleito com 680 votos




O mandato, a corrupção, a honestidade


Já com mandato de vereador de 1° de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020, Carlos Alberto tem o esporte como uma de suas bandeiras. Mas acha relevante lutar pelas causas sociais, seja ela de onde for.


Para o parlamentar o trabalho de vereador é árduo. Ele reclama dos ataques sem nenhum motivo. Em conversa com este blogueiro chega a comparar o cargo na Câmara Municipal como um parachoque de caminhão, sendo o primeiro a levar a “pancada” em uma colisão.


Afirma que vai realizando o seu trabalho, seja por indicações, ou fazendo o pedido pessoalmente à chefe do Executivo.


Carlos Alberto diz que esporte, lazer, educação e saúde sempre podem contar com sua defesa e luta como representante do povo.


Recentemente, na polêmica que envolveu a diretora da Escola Municipal no povoado Caminho Velho, onde o colega vereador Raimundo Filho insinuou que estaria havendo desvio de dinheiro,  Carlos Alberto defendeu toda a categoria.


De acordo com o vereador esse discurso dos colegas da oposição é um discurso já “batido”, sem sentido, e que não encontra eco entre a população.


“Eles (oposição) não sabem mais o que falar porque estão vendo que as coisas estão acontecendo. Querem colocar na cabeça do povo que a coisa está ruim”, disse.

Para Carlos Alberto as “coisas” a cada dia estão melhorando em todas as áreas do município. “A oposição sabe disso, porém,  só quer ‘bater’ passando ao povo o contrário”, disse.

O vereador acusa a ala oposicionista de saber da verdade sobre a realidade em Patos. Segundo ele,  “...chegam até a dizer que  nós  (situação) estamos ganhando dinheiro para dar apoio”. 

“Não aceito corrupção”

Na tribuna da Câmara o vereador Carlos Alberto calou as acusações dos seus pares da oposição que passam o tempo com discursos vagos, conforme a visão dele. E fez ele mesmo duras acusações.

Depois de ouvir a gravação de seu pronunciamento fui investigar do que se trata a fala e a forte denúncia de tentativa de corrupção que teria sofrido o vereador Carlos Alberto.

Irei narrar os fatos. Não divulgarei os nomes dos envolvidos a pedido do próprio vereador que, afirma, chegará a hora certa de fazer a denúncia e citar os nomes.

O RODRIGOMAIANEWS vai revelar a trama de um político e um empresário canalhas que se passam por pessoas idôneas e fazem parte de uma teia criminosa atuando na política de São João dos Patos.

A primeira tentativa de corromper o vereador Carlos Alberto foi logo depois de eleito e, continuou até o dia da eleição da nova mesa diretora.

Carlos Alberto fala com clareza dos fatos, fornece riquezas de detalhes. Diz que teria sido procurado por um vereador desta legislatura lhe oferecendo dinheiro para votar nele à presidência da Câmara, e assim,  mudar de lado. Isto teria acontecido mais de uma vez antes da posse.

O vereador que o procurou queria ser o novo presidente no lugar do atual Agmar Mundim, eleito com os votos do grupo de Zé Mário. Se o vereador Carlos Alberto tivesse aceito vender o seu voto, a composição da mesa diretora seria outra.

Segundo a proposta que Carlos Alberto teria ouvido, seria dado ao parlamentar o valor de R$ 100 mil reais. O dinheiro da compra de Carlos Alberto seria em 10 parcelas de R$ 10 mil reais.

Você não leu errado. O vereador, que suspeita-se, estava sendo porta voz de um grupo, queria pagar à prazo o voto do colega, em prestações.

O que podemos chamar de “mensalinho patoense” por dez meses. Uma cópia sertaneja do MENSALÃO dos deputados de Brasília.

Com a recusa de Carlos Alberto, o vereador e bandido (não necessariamente nesta ordem), vendo que não o convencia apelou com uma proposta, digamos, tentadora. Chegou a oferecer R$ 70 mil em espécie, de uma só vez.

A pergunta primordial nesta tentativa de corrupção é:

- De onde sairia este montante em dinheiro?

Carlos Alberto mostrando sua honestidade e fidelidade respondeu com um “NÃO”.

A outra tentativa foi mais recente. Desta vez um empresário e com envolvimento nos bastidores da política do município, procurou Carlos e fez a mesma proposta de mudança de lado.

Só que o bolo veio mais recheado.

Com a traição de Carlos Alberto ao grupo de Zé Mário foi-lhe prometido que ele seria eleito o próximo presidente da Câmara Municipal de São João dos Patos; teria apoio financeiro para a próxima eleição municipal de 2020 e ainda, receberia R$ 70 mil em dinheiro vivo. Isto é, bastava o vereador aceitar “se vender”.

Simples assim como quem compra banana na feira.

Mais uma vez Carlos Alberto recusou a imoral tentativa de compra da sua honra.

O que o leitor pode observar que tanto o vereador como o empresário  que procuraram corromper Carlos Alberto ofereceram R$ 70 mil reais em dinheiro vivo, na mão, peibufu! O que leva a crer que o dinheiro partiria da mesma fonte, já que não quiseram aumentar e nem diminuir o valor. Isso não dá para acreditar que é coincidência,  não acham?

A denúncia de Carlos Alberto é muito grave. Merece apuração.  E mostra que a prática de velhas formas de tentativas de compras de pessoas dignas não acabou em Patos.

Alguns (...) os que se dizem paladinos da justiça, do controle de gastos, da moralidade na política são os primeiros a enterrarem-se na lama da corrupção até o pescoço.

Felizmente, a negativa de Carlos Alberto impediu a prática de um crime de corrupção bem perto de nós.

Quem garante que os verdadeiros maus políticos patoenses, juntamente com seus financiadores inescrupulosos e corruptos,  não terão êxito com a próxima vítima? 

Isso só o tempo dirá...

Vereador patoense dá exemplo de honestidade e fidelidade ao recusar corrupção





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